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Artigos Gratuitos > Bons Pais - Parte 4 - Natureza
dos Filhos
Hoje em dia a criação dos filhos é tema controverso em vários ramos da
ciência. Este e outros próximos artigos (ou artigos encontrados no
índice de artigos deste site) surgiram da concepção bíblica de Deus como
Pai. Como só é possível conceber Deus como um bom Pai, seu comportamento
para com os filhos deve servir de modelo para os que pretendem ser Bons
Pais. Será mostrado como Deus agiu e, em seguida, extrapolar essa conduta para pais
humanos, sem emitir juízo de valor. A série de artigos restringe-se ao
Antigo Testamento por alcançar judeus e cristãos.
O Limite Para a Ação dos Pais Está na Natureza dos Filhos
Deus decidiu matar todos os seus filhos, todos os
habitantes da Terra, conforme relato no Livro do Gênesis, Capítulo 6. A decisão foi precedida pelo arrependimento de tê-los criado. E foi
estendida aos outros animais. Mas o que o homem fez para gerar reação com
tal violência? E por que essa reação se estendeu aos demais viventes?
Acontecimentos Anteriores
Deus criou o homem, colocou-o num paraíso,
deu-lhe uma mulher como companheira e depois os expulsou de lá. O casal
foi viver em outra região, onde teve filhos. Estes também tiveram filhos e
assim, sucessivamente, a Terra foi sendo povoada. Esses cruzamentos
ocorriam porque os homens achavam as mulheres belas. A uma certa altura
Deus constatou, amargurado, o quanto o homem era mau e decidiu pela sua
destruição.
A Maldade do Homem Era seu Interesse por Sexo
‘Quando os homens tinham começado a se
multiplicar na superfície do solo e lhes nasceram filhas, os filhos de
Deus viram que as filhas de homens eram belas e tomaram por mulheres as
suas escolhidas.’
Ao que parece, aos olhos de Deus, o homem só tinha interesse pela carne,
por sexo. Por isso tomou uma primeira decisão: Seu Espírito abandonaria o
homem.
‘O Senhor disse: “Meu Espírito não dirigirá sempre o homem, em razão dos
seus erros; ele não passa de carne; ...”’
Homens e mulheres continuaram a procriar.
Posteriormente Deus viu que o homem só pensava em coisas más. O texto
bíblico não informa de maneira clara a natureza dessa maldade, mas parece
que ela estava no grande interesse que homens e mulheres tinham por sexo.
‘O Senhor viu que a maldade do homem se multiplicava sobre a Terra: o
dia todo o seu coração não fazia outra coisa senão conceber o mal.’
Ao constatar que a maldade era permanente no homem, Deus ficou muito amargurado.
‘E o Senhor arrependeu-se de ter feito o homem sobre a Terra, e ficou
com o Seu coração amargurado.’
Observa-se que o texto bíblico mostra Deus com características humanas:
arrepende-Se, sente amargura. E evidencia que Deus não tinha um controle
completo sobre a sua criação, pois Ele não estava gostando da conduta do
homem – ou seja, a natureza humana, com aquela maldade toda, escapava ao
Seu controle. Não era isso que Ele esperava quando o criou. E o que Ele
decidiu então?
Alternativa Diante da Natureza Humana ‘Então o Senhor disse: “Apagarei da superfície da Terra o homem que
criei, homem, animais grandes, animais pequenos e até os pássaros do céu,
pois me arrependo de tê-los feito.”’
E estabeleceu que a morte seria por inundação – o dilúvio.
Coloca-se aqui a destruição de todo o reino animal. Sobre o homem o texto
bíblico justifica na “maldade”. Contudo, não há qualquer explicação sobre
a destruição dos outros animais, exceto que, tal como os seres humanos,
eles também copulavam. Isto é apenas uma dedução deste autor ao ler esse
capítulo do Livro do Gênesis, já que a procriação perpassa todos os
versículos iniciais.
Tem-se, portanto, entre outros, dois aspectos que interessam ao tema ‘Criação de Filhos’: primeiro, a natureza humana tem características que
Deus desconhecia quando promovia a criação, e segundo, a decisão de
destruir o produto da Sua criação. Como é impossível pensar em Deus como
um Espírito mau, vingativo, inflexível, resta a alternativa da
impossibilidade de Ele influir para que o homem tomasse o caminho do bem.
Já que a natureza humana não podia ser mudada, restava a alternativa da
punição severa.
Bons Pais
Extrai-se dessas informações que há limite para a
interferência dos pais na formação dos filhos. Por melhores que sejam as
intenções dos pais, existe uma parte da natureza humana, da natureza dos
filhos, que não é alcançada – os filhos podem tomar rumos não
previstos.
Extrai-se ainda a lição de que o engano, o erro, por parte dos pais, na
formação, educação, orientação aos filhos é compreensível. Os pais podem
se enganar, assim como Deus se enganou ao criar o homem e todos os outros
animais.
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