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Humana
A evolução humana na
linha do tempo se encontra registrada em versículos
da Bíblia. A costela de Adão simboliza
cromossomo, e é a chave da evolução
homem macaco. Na discussão evolução vs.
criacionismo, encontramos muitas convergências como esta.
Um adepto da teoria da evolução,
e que nega o criacionismo, poderia indagar porque um
assunto tão importante como a criação do
ser humano estaria em uma mensagem simbólica ao invés
de linguagem explícita. Por que, afinal, as
Escrituras Sagradas não falam de cromossomos? Esta pergunta
é procedente, e vamos examiná-la mais à
frente. Para começar, o meu interesse é ver os
pontos de confluência entre evolução e criacionismo,
relativos ao aparecimento do ser humano. Vamos direto ao ponto
e deixemos as discussões para depois.
Paralelismo entre costela de Adão
e a ciência – Existe uma espantosa
coincidência entre números na Bíblia, envolvendo
o criacionismo e números na ciência, relativos
à evolução do homem a partir do macaco.
Vejamos a citação bíblica, segundo a qual
Deus tirou uma costela de Adão e com ela fez Eva, a mulher:
“Então, o senhor Deus adormeceu
profundamente o homem; e enquanto ele dormia, tirou-lhe uma
de suas costelas, cujo lugar preencheu de carne. Da costela
que retirara do homem, o senhor Deus fez a mulher e conduziu-a
até o homem.”
Comecemos a análise pelo número
de costelas. O homem tem 24 costelas –
12 de cada lado do tórax. O mesmo número ocorre
na mulher. O texto diz que Deus tirou uma costela e
não um par de costelas. Se tivesse retirado
uma única costela, o homem teria números diferentes
desse osso de cada lado do tórax. E ainda ficaria a dúvida
sobre o número de costelas na mulher.
Essas contradições desaparecem
se o texto for examinado à luz de uma informação
que Jesus Cristo deu aos seus discípulos: “Para
Deus nada é impossível”. Deus pode ter retirado
uma costela de Adão, mas fez com que a sua mulher e todos
e seus descendentes tivessem o mesmo número de costelas.
Mas vamos considerar que a retirada da costela seja uma linguagem
simbólica e depois direi porque ela não poderia
ser direta.
Vejamos agora o lado da ciência. O chimpanzé,
do qual a ciência admite ter evoluído o homem,
tem 24 cromossomos nas suas células sexuais,
isto é, 24 cromossomos em cada espermatozóide
e 24 cromossomos em cada óvulo. Estou falando em gametas,
células sexuais, aquelas que são capazes de reproduzir
a espécie. Portanto, são idênticos,
os números de costelas no homem e de cromossomos no chimpanzé.
As outras células do chimpanzé são diplóides,
isto é, têm um par de cromossomos – têm,
portanto, 48 cromossomos.
Confluência de versículos
da Bíblia e a Evolução Humana na Linha
do Tempo – Se admitirmos que costela simboliza
cromossomo, os números na Bíblia, implícitos
e explícitos, dizem que Deus retirou um cromossomo do
chimpanzé e com ele fez a mulher. Em outras palavras,
o “homem”, um chimpanzé, perdeu um
cromossomo das células sexuais e assim se formou uma
mulher.
E, de fato, a mulher, assim como o homem,
tem um cromossomo a menos do que o chimpanzé nas células
sexuais. O espermatozóide humano tem 23 cromossomos
e o óvulo humano tem também 23 cromossomos.
Faz sentido, não? As outras células do ser humano
são diplóides, isto é, têm 46 cromossomos.
Mas, já que estamos falando de criacionismo vs. evolução
de uma forma amistosa, cumpre ver o que a ciência diz
com respeito à evolução homem macaco, isto
é, à evolução do homem a partir
do chimpanzé.
A evolução do homem
a partir do macaco – Admite-se que na evolução
das espécies, por algum fenômeno desconhecido,
houve a fusão de dois cromossomos do chimpanzé e daí teria surgido o homem primitivo, o hominídeo.
Existem teorias que sustentam ter surgido primeiro uma fêmea,
o que, se for verdade, dá mais consistência à
visão simbólica da história de Adão
e Eva.
Em síntese, temos o seguinte quadro:
*Número de costelas no ser humano: 24
*Número de cromossomos nos gametas do
chimpanzé : 24
*Criação : retirada de uma costela.
*Evolução: fusão de dois
cromossomos.
*Costela simboliza cromossomo.
*Retirada de uma costela = fusão de dois cromossomos.
*Número de cromossomos resultantes nos
gametas: 23 – Nova espécie: homem, hominídeo, possivelmente representado por uma fêmea.
Ainda sem nos afastarmos muito destas questões
primárias, caberia perguntar as razões de tantas
diferenças entre o ser humano e o chimpanzé, pela
“simples” fusão de dois cromossomos. Ademais,
continuaria argumentando um adepto do criacionismo, sabe-se
que a semelhança entre o DNA do chimpanzé e do
ser humano é superior a 98%, ou seja, ser humano
e chimpanzé deveriam ser mais parecidos. Estas
são perguntas pertinentes e que devem ser examinadas
com cuidado.
Vamos começar por números:
a diferença inferior a 2% entre os DNAs do ser humano
e do chimpanzé. Essa porcentagem pode significar
muito, por quatro motivos:
*Estamos começando a conhecer o genoma
humano e do chimpanzé, isto é, os mapas
do DNA, os mapas dos genes, e que função cada
gen desempenha. Por outro lado, nada sabemos sobre o genoma
do chimpanzé. Assim, é perfeitamente aceitável
que essa porcentagem, embora pequena, signifique muito em termos
de diferenças anatômicas e fisiológicas
entre as espécies.
*As diferenças podem situar-se em partes fundamentais
dos DNAs, suficientes para causar as diferenças
entre as espécies.
*A quantidade de DNA nas células nem sempre é
proporcional à sua complexidade. Portanto, os
arranjos dos componentes do DNA nos seres humanos pode ser mais
importante que a quantidade.
Assim, a porcentagem um pouco abaixo de 2% de diferença
entre o chimpanzé e o ser humano passa a ter mais significado.
A “simples” fusão de dois cromossomos de
uma espécie pode causar muitas diferenças na espécie
resultante.
Por que a Bíblia não é explícita?
– Em outras palavras, por que, como foi levantado no começo
deste artigo, a mensagem bíblica não fala diretamente
em cromossomos? Há pelo menos duas respostas
possíveis.
A primeira é relativa a um dogma do
cristianismo e do judaísmo: trata-se de texto sagrado,
isto é, ditado ou inspirado por Deus, e não
cabe questionamento sobre como Deus fala.
A segunda é relativa aos escritores
da Bíblia: eles seriam seres humanos
dotados do conhecimento da evolução e profundos
conhecedores da índole humana. Eles sabiam não
ser possível escrever o que os homens não poderiam
entender naquela época (existência de cromossomas,
genes, DNA). Sabiam ainda que, vivendo em uma sociedade patriarcal,
a mulher deveria ficar em um plano secundário, na versão
escrita, para facilitar a aceitação da palavra
de Deus.
Os fiéis ficam com a primeira resposta,
o dogma.
Mas os que não são fiéis
podem indagar, com propriedade, como aqueles escritores,
recém-saídos de uma vida seminômade, poderiam
deter tais conhecimentos sobre a evolução das
espécies.
A Bíblia, como livro, examinada sem
qualquer posição preconcebida, é um livro
singular, e as pessoas que escreveram suas diversas partes diferiam
do comum dos mortais. Contudo, por mais inteligentes que tenham
sido, elas não poderiam deter alguns desses conhecimentos.
Assim, a resposta é: trata-se de um mistério.
No prazeroso estudo dos números na
Bíblia envolvendo criacionismo vs. evolucionismo existem
outros pontos de convergência. Exemplo: parte do texto
sagrado reproduzido no início deste artigo e a versão
da ciência relativo a diferenças entre homem macaco.
A expressão bíblica “cujo lugar
preencheu com carne” transmite um significado
especial e dá margem a mais paralelismos entre religião
e ciência. Nós poderiamos ler essa expressão
assim: cujo lugar preencheu com o lobo frontal.
Procriação subseqüente
– O aparecimento do ser humano levanta o problema da procriação.
Na história da criação o problema não
existe: uma vez criados, Adão e Eva começaram
a se reproduzir. Mas, na evolução, UM
indivíduo, surgido da fusão de dois cromossomos
não daria origem à espécie humana.
Para ilustrar, digamos que a fusão
de dois cromossomos se deu em uma fêmea, resultando 23
cromossomos nos gametas, a qual convivia com machos que tinham
24 cromossomos nos gametas. A procriação
seria impossível. Ainda que copulassem, não
haveria formação do ovo devido à falta
de simetria nos DNAs. Como, então, teria procriado
o ser humano na evolução?
O mais provável é que
o fenômeno – físico, químico, ou físico-químico
– tenha atingido vários indivíduos entre
os chimpanzés, causando a fusão de cromossomos
em muitos deles, tanto machos como fêmeas. Na
história da evolução existe ainda outra
particularidade: os bonobos têm mais elementos
do que os chimpanzés para serem os antecessores do homem.
Preferência pelos chimpanzés
aos bonobos – A ciência mostra preferência
pelos chimpanzés aos bonobos na escala evolutiva, embora
estes tenham mais semelhanças com os seres humanos.
Vejamos:
*O percentual de semelhança entre o DNA
dos bonobos e os humanos é maior do que o dos
chimpanzés.
*Têm os genitais mais salientes e voltados
para frente, como os humanos.
*São os únicos primatas, exceto os humanos, que copulam pela frente. *Mantêm
relações homo e heterossexuais, assim
como de indivíduo jovem com adulto.
*As fêmeas, quando chegam à adolescência,
abandonam o seu grupo e se juntam a outro. No novo grupo se
submetem às fêmeas, inclusive sexualmente –
depois passam a ter relações com os machos.
*As fêmeas andam em grupos e o macho
as respeita porque elas se juntam contra ele na luta
pela posse do alimento.
*Ficam em posição bípede com mais
freqüência do que os chimpanzés, e têm
o riso mais expressivo. São também mais
cordiais no grupo.
Apesar de tudo isso acredita-se que o homem tenha evoluído
dos chimpanzés. A razão reside no fato de que
eles são encontrados em muitas regiões da África
e em áreas mais abertas, o que teria favorecido sua dispersão
territorial. Por sua vez, os bonobos vivem em matas fechadas,
de algumas regiões da África. Contudo, do ponto de vista genético, anatômico, emocional
e de comportamento, é mais provável que a espécie
humana tenha derivado dos bonobos. Talvez, depois de
sua comunidade ser atingida por um cataclismo, eles tenham se
refugiado em matas fechadas.
Ancestral do homem: nem chimpanzé nem bonobos – Uma outra teoria admite que chimpanzés,
bonobos, gorilas, orangotangos, gibão, pertencentes à
família de primatas conhecida como Pongídeos,
assim como a família dos Hominídeos, cujo único
representante é o homem, todos pertencentes à
superfamília dos Hominóideos,
teriam derivado de indivíduos conhecidos como Macacos
do Velho Mundo.
A minha concepção é de
que alguma violenta mudança ambiental,
atingindo África e Ásia, alterou a estrutura genética
de muitos Macacos do Velho Mundo (Cercopitecóideos)
no período compreendido entre 6 milhões e vinte
e cinco milhões de anos atrás. Surgiram
Pongídeos diferentes.
Por que não teriam surgido
hominídeos diferentes? O homem atual deve ter
apresentado diferenças entre os indivíduos desde
o começo. Por exemplo, deve ter aparecido, ao mesmo tempo,
indivíduos com pele branca e pele negra na África
e na Ásia. Condições climáticas
e a luta pela sobrevivência teriam facilitado o desaparecimento
de indivíduos de pele branca na África e de pele
negra em regiões geladas.
A teoria de um tronco comum para todos
os Hominóideos não muda o paralelo com a costela
de Adão. Toda a superfamília dos Hominóideos
teria surgido de indivíduos com 24 cromossomas nos gametas. Uma família (Pongídeos) continuou com 24 cromossomas
nos gametas e outra (Hominídeos) apareceu com 23 cromossomos.
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