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Pensamentos motivadores inspirados com exemplos de pessoas que se dedicaram a alguma área do conhecimento.

 

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Mensagens e Pensamentos Motivadores

Ruy Miranda
Textos da Bíblia e a Ciência


Várias mensagens e pensamentos motivadores que aparecem abaixo são partes de um romance do autor deste Web site. As citações são da personagem central e inspiradas por seres misteriosos. Um grupo de professores secundários encontra-se com ela e deseja saber coisas relativas à motivação. A jovem, no transcurso do encontro, fez várias citações motivadoras e também sobre a liberdade. Seguem algumas.

“Liberdade... Liberdade para pensar, liberdade para agir, liberdade para criar. Qualquer um de vocês, qualquer pessoa, pode portar o germe, a semente de um conhecimento extraordinário, capaz de revolucionar o mundo e adiantar a história. Mas a semente precisa de condições adequadas no solo para brotar e desenvolver-se.

“Assim, se qualquer um de vocês tiver uma inspiração ou pressentir um chamado que venha do fundo de sua alma, isto pode ser a semente. Cultive-a, isto é, pesquise, discuta-a, dê espaço para que ela se desenvolva. Porque a semente não se desenvolve em solo muito compacto. Ela precisa de espaço para a chegada do ar e o crescimento das raízes.

“Dêm liberdade aos seus pensamentos porque só assim pode expressar-se o espírito criador. Do mesmo modo que a planta precisa de espaço aéreo para receber a energia solar e efetuar a fotossíntese, o pensamento precisa de liberdade para manifestar a força da alma e o conhecimento oculto.”

“O conhecimento oculto está no nosso ordenamento genético. É uma herança de nossos antepassados. Por isto, chama-se memória genética. Quando nos debruçamos sobre a história da ciência e das artes, encontramos muitas evidências dela. Vou lhes dar uns rápidos exemplos.

“O primeiro é de um cientista chamado Albert Einstein. Aos 4 ou 5 anos de idade, quando seu pai mostrou-lhe uma bússola, o movimento daquela agulha causou-lhe um enorme impacto, porque aquilo não se encaixava nem mesmo nos seus conhecimentos inconscientes. Mais tarde ele chamou este sentimento de lembrança com estranheza e lembrança inquisitiva. Diferenciou-o do conhecimento que o homem adquire desde a infância, sem questionar, sobre a chuva, o vento, as diferenças entre os reinos mineral e os dos seres vivos. As raízes daquele sentimento do menino Einstein não estavam no consciente e nem no inconsciente; não estavam na sua experiência de vida.
“Aos dezesseis anos, Einstein já tinha iniciado estudos que foram completados aos vinte e seis anos, e que permitiram entender a harmonia do nosso Universo e alavancaram e continuarão a alavancar a ciência e, portanto, a evolução do ser humano. Depois disso, o silêncio...
“A explicação para tanta lucidez e criatividade ficarem circunscritas no tempo e naquelas pesquisas é a memória genética. Após aquele entendimentos tão profundos e revolucionários para a Física e para a humanidade, Einstein não produziu nenhuma outra pesquisa que manifestasse a riqueza de um espírito criador. Neste particular, Einstein não está só. A ciência está repleta de nomes com uma única e importante descoberta.
“Outro exemplo é de um pintor francês de nome Boudin. Ele era dono de uma livraria num lugar chamado Havre. Pintava nas horas vagas e expunha os quadros em sua vitrine. Um dia, um consagrado pintor as viu, gostou e o convenceu a dedicar-se apenas à pintura. Consagrou-se também. Deu aulas para um jovem chamado Monet, que veio revolucionar a pintura, através de uma abordagem completamente nova, chamada impressionismo.
“Eugène Boudin poderia ter passado o resto de sua vida vendendo livros e pintando sem maiores compromissos, isto é, sem explorar toda sua herança genética, não fosse o estímulo de Millet.
“Observe-se, procure, vasculhe o seu interior – você pode ter uma semente que precisa ser regada e adubada e que, uma vez germinada, vai contribuir para a evolução do ser humano.”

Em situação aparentemente oposta, foi o caso de Morse, um pintor também. Ele era um norte-americano, de formação literária e artística. Fundou uma sociedade de belas-artes, que veio a tornar-se a Academia Nacional de Desenho, da qual foi seu primeiro presidente. Casualmente ele ficou sabendo que um sábio francês de nome Ampère, descobrira, entre outras coisas, as bases da transmissão de impulsos elétricos. Morse imaginou símbolos para esses impulsos, trabalhou na sua idéia e, quando tinha 46 anos, fez as primeiras demonstrações de seu aparelho. Criou, assim, o famoso código Morse, o qual teve profunda influência nas comunicações a longas distâncias.

“Se você tem uma idéia, ainda que seja em campo diverso ao de sua atividade, como foi o caso de Morse, trabalhe nela. Você pode estar, independente de sua idade, com uma semente adormecida. Regue-a e cultive-a. Qualquer época é tempo de libertá-la.

“Um jovem inglês, de nome Faraday, aprendeu, entre os 13 e 20 anos, a arte de encadernação de livros. No seu trabalho, folheava livros e enciclopédias, com o que tomou contato com a ciência, emergindo daí, interesse por ela. Surgiu uma oportunidade de assistir a um curso de física, dado por um eminente físico de sua época. Tomou notas das aulas, fez ilustrações sobre o assunto, encadernou-as e as enviou ao físico que dera o curso. Este o contratou e, depois, o fez seu secretário. Esse convívio aumentou ainda mais o seu interesse pela ciência; passou a estudar e fez, com seu mestre, os primeiros experimentos. E não parou mais. Tornou-se um sábio que, entre outras coisas, fabricou o primeiro aço inoxidável, descobriu as bases do motor elétrico e desenvolveu uma teoria do fenômeno que está na origem da Teoria da Relatividade, desenvolvida por Einstein.
“Se aquele jovem inglês permanecesse resignado em seu ofício de encadernador de livros, a ciência e a tecnologia teriam sofrido um enorme atraso.
“Se você renunciar à estabilidade de uma vida sossegada para atender a um chamado do seu interior, de algo que vem do fundo de sua alma, você pode estar dando um passo no sentido de ser uma das exceções que contribuem para saltos da humanidade.

“Como eu disse, a história das ciências e das artes está repleta de casos assim; vou citar mais um, pela sua originalidade. Mendel, um jovem austríaco, iniciou sua vida eclesiástica aos 21 anos, mas nutria interesse pelas ciências naturais. No convento, começou a fazer estudos experimentais com ervilhas. Intrigado pela forma como eram transmitidos os caracteres de uma planta, de uma geração para outra, estabeleceu, com suas observações, aos 43 anos de idade, as bases da transmissão da hereditariedade.
“Não importa onde você esteja – Mendel, como abade, fazia seus estudos num convento – e nem a sua idade. É no código genético das células de seu organismo que pode estar a chave de um tesouro.
“Memória genética e vocação se fundem. Vocação deriva do latim vocare, que quer dizer chamar, o chamado interior. Hoje, a vocação é um quase acaso. Depende de fatores desconhecidos, interagindo nos diversos cruzamentos e emergindo na pessoa atual. Mas, como parte da evolução do Universo, os filhos nascerão com os conhecimentos dos pais.”



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