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Pensamentos Motivadores
Várias mensagens e pensamentos motivadores que aparecem
abaixo são partes de um romance do autor deste Web site. As citações são
da personagem central e inspiradas por seres misteriosos.
Um grupo de professores secundários encontra-se com
ela e deseja saber coisas relativas à motivação.
A jovem, no transcurso do encontro, fez várias
citações motivadoras e também sobre
a liberdade. Seguem algumas.
“Liberdade... Liberdade para pensar, liberdade para
agir, liberdade para criar. Qualquer um de vocês,
qualquer pessoa, pode portar o germe, a semente de um conhecimento
extraordinário, capaz de revolucionar o
mundo e adiantar a história. Mas a semente precisa
de condições adequadas no solo para brotar
e desenvolver-se.
“Assim, se qualquer um de vocês tiver uma inspiração
ou pressentir um chamado que venha do fundo de sua
alma, isto pode ser a semente. Cultive-a, isto é, pesquise, discuta-a, dê espaço para
que ela se desenvolva. Porque a semente não se desenvolve
em solo muito compacto. Ela precisa de espaço para
a chegada do ar e o crescimento das raízes.
“Dêm liberdade aos seus pensamentos porque só assim pode expressar-se o espírito
criador. Do mesmo modo que a planta precisa de espaço
aéreo para receber a energia solar e efetuar a fotossíntese,
o pensamento precisa de liberdade para manifestar a força
da alma e o conhecimento oculto.”
“O conhecimento oculto está no nosso
ordenamento genético. É uma herança
de nossos antepassados. Por isto, chama-se memória
genética. Quando nos debruçamos sobre
a história da ciência e das artes, encontramos
muitas evidências dela. Vou lhes dar uns rápidos
exemplos.
“O primeiro é de um cientista chamado Albert
Einstein. Aos 4 ou 5 anos de idade, quando seu
pai mostrou-lhe uma bússola, o movimento daquela
agulha causou-lhe um enorme impacto, porque aquilo não
se encaixava nem mesmo nos seus conhecimentos inconscientes.
Mais tarde ele chamou este sentimento de lembrança
com estranheza e lembrança inquisitiva. Diferenciou-o do conhecimento que o homem adquire desde
a infância, sem questionar, sobre a chuva, o vento,
as diferenças entre os reinos mineral e os dos seres
vivos. As raízes daquele sentimento do menino
Einstein não estavam no consciente e nem no inconsciente;
não estavam na sua experiência de vida.
“Aos dezesseis anos, Einstein já tinha iniciado
estudos que foram completados aos vinte e seis anos, e que
permitiram entender a harmonia do nosso Universo e alavancaram
e continuarão a alavancar a ciência e, portanto,
a evolução do ser humano. Depois disso, o
silêncio...
“A explicação para tanta lucidez
e criatividade ficarem circunscritas no tempo e naquelas pesquisas é a memória genética.
Após aquele entendimentos tão profundos e
revolucionários para a Física e para a humanidade,
Einstein não produziu nenhuma outra pesquisa que
manifestasse a riqueza de um espírito criador. Neste
particular, Einstein não está só. A
ciência está repleta de nomes com uma única
e importante descoberta.
“Outro exemplo é de um pintor francês
de nome Boudin. Ele era dono de uma livraria num
lugar chamado Havre. Pintava nas horas vagas e expunha
os quadros em sua vitrine. Um dia, um consagrado
pintor as viu, gostou e o convenceu a dedicar-se
apenas à pintura. Consagrou-se também. Deu aulas para um jovem chamado Monet, que veio
revolucionar a pintura, através de uma abordagem
completamente nova, chamada impressionismo.
“Eugène Boudin poderia ter passado o resto
de sua vida vendendo livros e pintando sem maiores compromissos,
isto é, sem explorar toda sua herança
genética, não fosse o estímulo
de Millet.
“Observe-se, procure, vasculhe o seu interior – você pode ter uma semente que precisa
ser regada e adubada e que, uma vez germinada, vai contribuir
para a evolução do ser humano.”
Em situação aparentemente oposta, foi o caso
de Morse, um pintor também. Ele
era um norte-americano, de formação
literária e artística. Fundou uma
sociedade de belas-artes, que veio a tornar-se a Academia
Nacional de Desenho, da qual foi seu primeiro presidente.
Casualmente ele ficou sabendo que um sábio
francês de nome Ampère, descobrira, entre outras
coisas, as bases da transmissão de impulsos elétricos.
Morse imaginou símbolos para esses impulsos, trabalhou
na sua idéia e, quando tinha 46 anos, fez as primeiras
demonstrações de seu aparelho. Criou,
assim, o famoso código Morse, o qual teve profunda
influência nas comunicações a longas
distâncias.
“Se você tem uma idéia,
ainda que seja em campo diverso ao de sua atividade, como
foi o caso de Morse, trabalhe nela. Você pode estar, independente de sua idade, com uma semente adormecida.
Regue-a e cultive-a. Qualquer época é tempo
de libertá-la.
“Um jovem inglês, de nome Faraday, aprendeu,
entre os 13 e 20 anos, a arte de encadernação
de livros. No seu trabalho, folheava livros e enciclopédias,
com o que tomou contato com a ciência, emergindo
daí, interesse por ela. Surgiu uma oportunidade
de assistir a um curso de física,
dado por um eminente físico de sua época. Tomou notas das aulas, fez ilustrações
sobre o assunto, encadernou-as e as enviou ao físico
que dera o curso. Este o contratou e, depois, o
fez seu secretário. Esse convívio
aumentou ainda mais o seu interesse pela ciência; passou a estudar e fez, com seu mestre, os primeiros
experimentos. E não parou mais. Tornou-se
um sábio que, entre outras coisas, fabricou o primeiro
aço inoxidável, descobriu as bases
do motor elétrico e desenvolveu uma teoria do fenômeno
que está na origem da Teoria da Relatividade,
desenvolvida por Einstein.
“Se aquele jovem inglês permanecesse resignado
em seu ofício de encadernador de livros, a ciência
e a tecnologia teriam sofrido um enorme atraso.
“Se você renunciar à estabilidade
de uma vida sossegada para atender a um chamado do seu interior, de algo que vem do fundo de sua alma, você pode estar
dando um passo no sentido de ser uma das exceções
que contribuem para saltos da humanidade.
“Como eu disse, a história das ciências
e das artes está repleta de casos assim; vou citar
mais um, pela sua originalidade. Mendel,
um jovem austríaco, iniciou sua vida eclesiástica
aos 21 anos, mas nutria interesse pelas ciências naturais.
No convento, começou a fazer estudos experimentais
com ervilhas. Intrigado pela forma como eram transmitidos
os caracteres de uma planta, de uma geração
para outra, estabeleceu, com suas observações,
aos 43 anos de idade, as bases da transmissão da
hereditariedade.
“Não importa onde você esteja – Mendel, como abade, fazia seus estudos num convento
– e nem a sua idade. É no código genético
das células de seu organismo que pode estar a chave
de um tesouro.
“Memória genética e vocação
se fundem. Vocação deriva do latim
vocare, que quer dizer chamar, o chamado interior. Hoje,
a vocação é um quase acaso. Depende
de fatores desconhecidos, interagindo nos diversos cruzamentos
e emergindo na pessoa atual. Mas, como parte da evolução
do Universo, os filhos nascerão com os conhecimentos
dos pais.”
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